Coisas boas da vida

Amanhã vai ser "Dia de Gajas"! Coisa fantástica, acreditem. Vamos deixar criançada e maridos e cães e gatos em casa. Carro também. Vamos correr galerias, ver exposições e performances. Vamos ouvir música e beber cervejas em esplanadas. Vamos lembrar os dias do início da nossa amizade e a viagem a Barcelona, nem sei quantos anos atrás. Vamos rir. Dizer mal da vida. Dizer bem da vida. Vamos!

Cheiro ao fim-de-semana passado

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No fim-de-semana passado fui a casa. O meu tio podava abrunheiros, a minha mãe andava a plantar mirtilhos.
Por baixo dos abrunheiros acumulavam-se os ramos cortados. E de repente percebi que estavam cheios de botões minúsculos. Num deles havia umas flores brancas minúsculas. E eu não resisti a trazer uns ramos e colocá-los em jarras. Os botões crescem um nadica todos os dias. Estão mais verdes. E acho que um dia destes vou ter florinhas minúsculas por todos os lados.

Não há fotos mas há testemunhas!

Ontem havia amigas para jantar. Estas meninas são tão da casa que até lhes podia dar arroz com salsichas. Mas bolas.... A malta tem de aprender e testar coias novas...
Qual dos 50 livros de cozinha tem receitas de massa fresca? Abre um, outro. Todos diziam o mesmo: 100 gramas de farinha fina e um ovo. E múltiplos disto. Trabalhar a massa até incorporar bem e depois deixar repousar pelo menos 30 minutos no frigorifico. 
Tive de juntar um nadica de água. E quando a bola de massa foi para o frigorífico eu achava que ia precisar de um plano B. Passado um bocado voltei à carga. E alguma coisa boa tinha acontecido porque a massa estava elástica e lisa!
Esticá-la foi uma diversão. 3 mulheres à volta de uma máquina de massa. Roda, coloca, apanha, segura. Enfarinha. Passa de novo. Acho que está bom para cortar. 
Um panelão de água com sal a fercer mais tarde, uns legomes assados misturados no último minuto. E maravilha das maravilhas! Aquela massa fresca estava fantástica! Eu tinha conseguido! Não é preciso ser um génio para fazer massa!
Não me levem a mal, mas aquilo foi uma epifania!

A lenta morte dos blogs

Antes de usar o blogger para ir acompanhando os blogs de que gosto mais, tinha um separador no google com os links. Muitos deles passei para o blogger. Outros, por um motivo ou outro,  nunca passaram. Hoje tirei uns minutos para ir ver esses lugares. Procurava coisas bonitas, inspiração, uns minutos para mim antes de atacar a tradução que tenho nas mãos. E fiquei triste. Muito desses blogs morreram. Foram definhando. O último post é de há anos atrás.
Acredito que aquelas pessoas continuam a fazer coisas interessantes. Mais interessantes que escrevinhar aqui. Mas eram um porto seguro de inspiração e de coisas bonitas. Percebo-as bem porque muitas vezes este blog também anda ao abandono. Há alturas em que parece que não há nada para dizer ou mostrar que seja interessante para mim e que mereça 30 segundos de atenção dos outros. Mas vai vivendo. Sobrevivendo. Aos soluços é certo. Mas vai vivendo. E espero que continue a ser a proporcionar alguma coisa boa aos resistentes que continuam a passar por aqui!

Eu e a Nina por aí #12

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Nota mental: não me aproximar da internet amanhã

Acreditam se vos disser que ando com saudades de comprar tecidos? Quando estava em Angola, as minhas encomendas de tecidos significavam que estava na hora de vir a Portugal. A colecção aumentou, e em, durante esses anos. Desde que cheguei ando mais contida. Afinal, quantos tecidos consegue uma mulher coleccionar? E além disso, tenho passado menos tempo na máquina de costura (fruto de ter a casa toda para mim e portanto haver a escolha de meter a manta gigante nas pernas e ocupar o sofá todo enquanto vou dando pontinhos ao mesmo tempo que tenho o poder absoluto sobre o comando da televisão.
Mas não sei porquê, acordei com saudades dos tecidos e da máquina de costura. Mas também lancei a mim mesma o desafio de terminar o que anda começado. Estou farta dos projectos que duram anos a fio. O que significa que.... mãos às agulhas que há muito para fazer!

Eu e a NIna por aí #11

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Numa parede lá para os lados do Castelo.

Eu e a Nina por aí #9

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Lisboa continua a encantar-me.

Eu e a Nina por aí #8

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Eu e a Nina continuamos a passear. A captar momentos, espaços. A testar.

Pequenos paraísos

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Precisava sair da cidade. Ver outros lugares. Outra luz. Outro ar. O sábado de sol ajudou a isso. A poucos quilómetros, há um lugar não esquecido, com um café central daqueles em vias de extinção e, por todo o lado, provas de vida.

Livros.... de cozinha!


Há coisas de que gosto muito. Livros de cozinha são seguramente uma delas. De vez em quando pego num, sento-me e folheio. Apenas porque sim.

1/500 e o mais que ainda não sei

1/500
Chegámos à fase de acolchoar. Confesso que é o que menos me agrada porque acho que nunca me fica perfeito.
Andei a experimentar... pontos pequenos. Pontos grandes. Linha simples ou dupla. E depois... ver por trás. Desilusão das grandes. Não fica bonito. Arranja outra solução. E a solução é uma coisa doida: dois acolchoados independentes. Um por cima, a delinear as flores, em linha de quilting dupla para ter força. Com cuidado para não apanhar o tecido de trás. E por trás, linhas de bordar em rectas aleatórias. Sem tocar na parte da frente. Por isso, não contente com o tempo que a versão normal ia demorar, consegui duplicar o trabalho e o tempo. Miúda esperta que eu sou!

Coisas que me enchem de orgulho

Comecemos pelo princípio.... Eu não tenho filhos. Não sou uma pessoa com jeito particular para crianças. Mas algumas características boas devo ter porque duas vezes na vida recebi chamadas que me encheram de orgulho.
A primeira foi há oito anos atrás. Estava eu perto de Barcelona, a olhar para uns vestidos numa montra e o telefone tocou.
- Hey amiga, estou grávida! 
- Jura! que fixe! 
- Mas há mais.... queria que tu fosses a madrinha!
- Eu? Mas porquê? Isso não é para tios e primos e família chegada?
- Esta é a nossa maneira de te dizermos que és família!
A segunda chegou uns anos mais tarde.
- Hey prima! Olha, estivemos a pensar.... queremos que tu e o teu irmão sejam os padrinhos da pequenota que vem a caminho!
- A sério? Done!
O meu compromisso principal com os pais e as crianças é que, se for preciso, tomo conta delas. Delas e dos irmãos. E que, na medida do possível, ajudo a criá-los para serem gente boa.
Não passo muito tempo com eles. O mundo é grande e moravam todos longe.
Mas agora, o R e a família moram aqui ao lado. E de vez em quando, ligo para a mãe e pergunto Olha lá, posso raptar as crianças umas horas? E lá vou eu, com o carro cheio de cadeirinhas (e acreditem... o meu carro não é a coisa ideal para cadeirinhas), a pensar como é que os vou conseguir não perder de vista ou evitar fitas. Tenho sorte... os pequenotes sabem que eu sou assim a dar para o duro com eles. Adoro-os mas parvoíces não aturo. Se calhar porque passo pouco tempo com eles tenho paciência para dizer não e arcar com consequências. Consegui. Fomos ao jardim, brincaram, não foi preciso aplicar técnicas de primeiros socorros a ninguém. Fizemos o almoço e não ficou tomate nem rúcula por comer. Os jogos foram arrumados quando foi hora de ir embora. Eles estão vivos. Eu também. Pronta para o próximo round!

Coisas dos dias

A semana foi um tirinho. Vai, volta. Anda, acorda, reúne. Tão sem história mas ao mesmo tempo com tantas histórias dentro. Gente. Como eu gosto!

WIP

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Para mim, uma casa é, por definição, um work in progress. Não importa se sempre vivemos no mesmo lugar ou se, como é o meu caso, me farto de andar com a mobília às costas. Durante anos, foi o montar. Encontrar a mobília que gostava. Depois vieram os quadros, esculturas, cores.
Quando mudo de casa, desempacoto logo. Tiro, arrumo, tento encontrar um lugar. Mas sei que há coisas que ficam poisadas à espera do lugar certo. As cortinas.... Não sei se esta casa precisa.... Os quadros... pois... não sei qual a parede certa para este.
E depois, de vez em quando, a casa dá uns soluços. Olhas-se e percebe-se. Cansamo-nos daquele ponto de luz que ainda não tem candeeiro. E a casa avança. Muda mais um bocadinho. Mexe. Torna-se mais casa.
Hoje foi assim. As minhas esculturas favoritas têm finalmente um lugar onde as posso apreciar devidamente. Mais uma peça que encaixa.

Até que enfim!

melech mechaya
Nos tempos de faculdade, havia uma coisa que todos os meus amigos odiavam: estar ao meu lado durante uma serenata. Não é defeito, é feitio, mas depois de anos e anos a ouvir tudo o que tinha sido gravado até ao final da década de 80 em fado de Coimbra, depois de conviver com fadistas anos a fio, e de tocar, e ter aprendido muito de fado, é natural que durante uma serenata eu comente.... Hum... esta introdução não fica grande espingarda neste fado.... que viola aborrecido... eh pá, o cantor tem de controlar melhor o ar.... oh amigo, duas notas ao lado seguidas??? Pois, digamos que aquilo tirava um bocado da magia das capas negras e das vozes a soar na noite.
Mas é superior às minhas forças. Adoro escalpelizar um concerto. Ouço o conjunto mas vou dissecando cada instrumento. Os dedos, as mãos, a atenção. Ouço cada um até descobrir qual o músico que mais me encanta, qual o pedaço de música que me sabe melhor e vou para esse mundo. Continua a saber-me bem ir comentando estes detalhes com quem está ao lado. E continua a ser irritante para a maioria das pessoas :). Até ontem! Ontem fui a um concerto com quem escalpeliza o que está a ouvir ainda mais que eu. Um ouvido apurado com una leitura muito interessante! E por isso, pela primeira vez, escalpelizar a música não foi um monólogo! O contrabaixo é excelente.. Eu gosto do viola quando ele tem a oportunidade de fazer coisas de jeito porque geralmente está só a fazer o enchimento de fundo. A melodia do violino é interessante. Pois, dava jeito é que o clarinete deixasse o violino falar. Eh pá, tás a ouvir o contrabaixo? Que coisa boa! Deve ter formação de jazz..... 
Até que enfim que encontro alguém tão irritante como eu :P

Flores e dias bons

Na parede

Há dias que acordam com expectativas boas no ar. Cheira a conversas e concertos. Sol e amigos. Impossível não sair e voltar com braçadas de flores que se espalham pela casa e tornam tudo ainda melhor.

Home

Mais fotos, mais memórias e mais gente na parede.

Para mim, casa é história. A minha história. Aprendi que posso estar em casa em qualquer lugar, desde que tenha comigo a minha história. Hoje coloquei mais fotos na parede das viagens. Mais lugares, mais gente, mais um bocadinho de mim.

O outro lado da medalha de recarregar baterias

Foi um jantar delicioso acompanhado com um tinto delicioso. Pois, teoricamente nada de errado. Acontece que ultimamente tenho andado verdadeiramente a faltar a este tipo de treinos, e o resultado, apesar de estar bem dentro da legalidade alcoólica, foi uma noite mal dormida. Irriquieta. Com o coração a bater forte de mais. Ou seja, ando a faltar aos treinos, está-se mesmo a ver.
Ou não. Ou simplesmente já não tenho nem 20 nem 30. Se calhar, chegou a altura de começar a ter mais conta e medida nalgumas coisas. Se calhar aquela noite mal dormida foi o que eu precisava para cortar com algumas coisas que sei que fazem mal, reduzir outras a mínimos olímpicos e, acima de tudo, acrescentar outras. Tipo mais exercício físico. Algo que tonifique. Porque a verdade é que horas no sofá agarrada às agulhas não conta como exercício. Infelizmente. Aquilo devia ser uma actividade de elevado desgaste de calorias. Mas não é.
Em resumo: procura-se local para fazer yoga, não demasiado esotérico, em que se comprem packs de aulas e sem fidelizações. Quem conhecer, que seja um querido e me avise! A ver se descubro um conjunto de lugares para ver o que me agrada mais....