Histórias da vida de uma desempregada voluntária


Ok. Verdade verdadinha. Tive um mês de férias. Inteirinho. 4 semanas. Não diria que passaram a voar porque não foi bem assim. Passaram como tinham de passar. Família, viagem, tratar de coisas, preguiçar.
Esta semana já é diferente. As férias acabaram. Está na hora de procurar emprego. Afinal eu não vivo do ar. E conhecendo-me sei que rapidamente vou precisar de bilhetes de cadeira de orquestra para um concerto qualquer. Mas também sei que estas coisas não vão como queremos. E tenho plena consciência que vai passar tempo até alguém me ligar a dizer olá! gostamos do seu currículo. venha cá falar connosco. E sei, das histórias que ouvi, quão enlouquecedora essa espera pode ser. Portanto eu tenho um plano:
- todos os dias é preciso enviar currículos. Não vale a pena enviar 20 no mesmo dia e depois ficar o resto da semana a bater com a cabeça nas paredes porque não sei para onde mais enviar. Aliás, 20 é capaz de ser muito difícil porque as empresas estrangeiras têm uns formulários online muito chatos de preencher e que comem muito tempo.
- é preciso passar todos os dias umas horas com os meus panos. Ao menos, tenho a certeza que alguma coisa estou a construir.
- estou proibida de passar o dia todo sem sair de casa enfiada em calças de fato de treino e t-shirts velhas. Não que haja muitas calças de fato de treino lá por casa mas vocês percebem o que eu quero dizer.
- tem de haver motivo para sair de casa todos os dias e passar uma hora a caminhar ou apanhar o metro para ir ao outro lado da cidade comprar um kilo de arroz.
- lá por estares mais em casa, Sandra Maria, nem penses em deixar a casa crescer para a confusão típica por isso treino extra como fada do lar nunca fez mal a ninguém.
Quanto tempo me dura a energia? Pois não sei. Mas sei que é bom sair de casa de mochila às costas, voltar mais tarde com lãs e maçãs dentro dela, tirar os sapatos, ligar o computador e pensar ao ataque meus valentes!

Inevitabilidades

Quando se mora em Lisboa, é impossível não receber de vez em quando uma chamada e uns minutos depois estar-se a caminho da Feira da Ladra.

Ora então recomecemos

As férias acabaram. Foram o que eu precisava. Tempo. Outros lugares. Outras línguas. Outras culturas. Ao mesmo tempo, e como dizia há uns tempos um amigo, a Europa é sempre a Europa e a verdade é que nunca deixo de me sentir em casa. Mas ao mesmo tempo, não é casa. Por isso, a certa altura, apetecia-me voltar.
A verdade é que estive quase um mês de férias. Leia-se, desde que saí do emprego. Foi tempo de pensar, dormir (acho que devia mesmo umas horas valentes à cama), andar, deixar os dias correr. Mas anos e anos de rotinas deixam marcas. E eu estava de férias a pensar que queria voltar para estabelecer as novas rotinas.
E foi isso que aconteceu hoje. Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida. Organizar-me de forma diferente, começar a olhar para as coisas com um sistema diferente. Há CV para enviar, empregos para descobrir, coisas para tratar e resolver. Há pormenores que sempre negligenciei porque valores mais altos se levantavam. Mas, assim como assim, e já que estou a mudar de vida, também quero aproveitar para cozinhar coisas diferentes, experimentar mais na máquina de costura, caminhar com mais regularidade, trocar mais o carro pelo eléctrico. Porque é isto mesmo que eu sinto.... que esta é a altura certa para mudar e experimentar outras coisas. Nem melhores nem piores, simplesmente outras!

Coisas que é preciso viver

Há coisas que só visto. Hoje, em Nuremberga, é o segundo de 2 concertos anuais. Música clássica com as orquestras da cidade. Num parque enorme. Portanto, basicamente, a cidade inteira muda-se para aqui durante a tarde. Mantas. Toalhas. Cobertores. Chapéus de sol. Cadeiras. Biquínis. Mesas. Garrafas de vinho. Cerveja. Cada grupo em amena cavaqueira. De preferência perto de uma das torres de altifalantes. Há quem tenha trazido um livro. Há crianças e velhos. Almofadas. Geleiras imensas. Senhoras de colares de ouro e flutes na mão. Juro que se não visse não acreditava, mas há minha frente está uma senhora de vestido de cerimónia preto e jóias imensas ao pescoço. No grupo onde estou bebe-se vinho, há tartes e cenouras e fruta e vinho fresco e patês de mil maneiras e feitios. A pseudo sangria é na verdade apenas um vinho com fruta. Há cigarrilhas mas ainda não me cheirou a nada que faça rir (ainda.... Eles andem aí certamente). Brinquedos. Senhoras em cadeiras de rodas. Cestos de piquenique feitos de vime. Acho que acabei de ver um pretzel (acho que simplesmente não estava atenta). Mesas com rodas. E quando a noite cai.... A malta acende velas que vieram com o copo respectivo. 90 000 pessoas. Para ouvir um concerto de música clássica! Há coisas que é preciso ver para acreditar. E agora calainedebos que o maestro vai entrar. E isto vai acabar com o último andamento da 9 de Beethoven. Eu sei. Sou uma miúda de sorte! P.S. Estou pronta para voltar. Falta meia semana de férias mas estou pronta para ir à luta! P.P.S. Ando a faltar aos treinos da música clássica. Já me tinha esquecido de quanto gosto dela. CDs da Berliner.... Ao ataque meus valentes! Danke schon Nürnberg! Mas há mais para contar.... O parque onde estivemos hoje foi em tempos um lugar onde Hitler reunia a malta para os seus..... Chamemos-lhe comícios. E durante muitos anos, era politicamente incorrecto juntar gente aqui. Fico muito feliz por nos últimos 10 anos este concerto acontecer aqui. Com toda a naturalidade. Uma cidade reunida num lugar. Livre de traumas e fantasmas. Porque os amigos alemães que tenho não merecem traumas nem fantasmas de coisas que não viveram, que fazem parte do passado e que não podemos esquecer mas também não nos podem tolher a vida e a leitura do mundo. Saio feliz. Por eles e por mim. Com Beethoven nos ouvidos. A lembrar-me que o mundo é belo! May the force be with you :)

Por aí

Já enchi a alma de montanhas, verde, vistas espantosas que me fazem sentir minúscula. Já tive brincadeiras com a minha afilhada pequenina e vi a maior tornar-se pré adolescente. Comi doce de botões de rosa e pus a conversa em dia com a família que vejo pouco. Agora vim para a Alemanha. Museus. Cidades. Tirando uma obra numa terriola perto daqui há uma eternidade de tempo, a Alemanha que conheço é Hamburgo. E o que me espantou hoje foi o quanto o circular no metro de outra cidade me fez perceber que, ainda assim, estava na Alemanha. Há um cheiro típico nas estações e nos cais e nas carruagens que me levou a 1997. A um passado longínquo. A outra vida. O que sei é ando por aí, feliz, a absorver a vida da cidade. Devagar. Como devem ser as férias. Só uma cois me atormenta? Onde diabo estão os gajos louros e giros? Os morenos estão a dominar o mundo?

Das aventuras do passado e das aventuras do futuro


Há 17,5 anos atrás, eu tive a sorte de o meu CV ter sido enviado para uma empresa. O meu primeiro emprego, irrecusável, era na melhor empresa do país na especialidade que eu tinha escolhido. Bingo!!!
Lembro-me bem do primeiro dia. Cheguei, disseram para esperar uns minutos na recepção, até que me aparece o Rui, o meu chefe, com a cabeça cheia de caracóis e uma camisola de lã. Olá! Vais trabalhar comigo. Olhou para os meus pés. Vamos às compras. Uns minutos depois, armada de umas botas de biqueira de aço e um capacete branco, lá fui eu para o meu primeiro dia nas obras. Estação da Baixa Chiado e Gare do Oriente. Na versão work in progress. Eu não sabia caminhar ali, descer as rampas, avançar na lama sem parecer uma totó acabada de chegar. As plataformas abanavam debaixo dos meus pés mas todos trabalhavam lá, confiantes, por isso eu subi, tentei disfarçar o medo o melhor que pude. E sobrevivi ao primeiro dia. E ao segundo. E ao primeiro ano. E à primeira década. Tive dias maus, dias normais, dias excelentes. Fui crescendo. Mudei de departamento, mudei de chefes, mudei de país, mudei de cidade. Mas fiquei. Até me ter tornado, como alguém disse esta semana, parte da mobília ou, de uma forma mais poética e como alguém também disse esta semana, parte do DNA. 
Não há palavras que cheguem para o que aprendi e o que vivi. Os lugares e as experiências me deu!
Há 2,5 anos atrás, algumas alterações. Outra empresa no mesmo grupo. Muitas pessoas novas entraram para a minha vida. Mais responsabilidades. Coisas novas ao mesmo tempo das coisas de sempre. Um desafio enorme. Uma equipa de luxo (e não fui eu que lhes dei esse nome!!) e um resultado final que às vezes me parecia impossível. Não atingi todos os objectivos, mas lutei.

E um dia... uma manhã.... umas semanas atrás.... decidi despedir-me. Tive que explicar esta decisão a muita gente nos últimos dias e foi difícil descobrir as palavras certas porque não era pelos motivos do costume. Não era por estar farta, ou chateada. É apenas, e na falta de melhor descrição, a minha versão da crise dos 40. Quero começar de novo. Quero aprender de novo. Quero provar a mim mesma que sou capaz de funcionar bem fora da caixa que conheço. Quero descobrir mais gente, mais empresas. Alargar o meu mundo. E sei, e todos percebem isso, que ou o faço agora ou nunca mais terei coragem. E acreditem ou não, esta decisão é a certa para mim. Sei isso pela paz com que passei estas semanas.
E como eu sou uma pessoa muito cheia de sorte, os últimos dias encheram-me o coração ainda mais. Eh pa? Tu? Whaaaty? Tás louca? Tás a brincar, certo? mas vais fazer o quê? Passaste-te da marmita? eram invariavelmente seguidos de vais fazer-nos falta! foi tão fixe trabalhar contigo! vais deixar saudades! e das frases finais fico muito feliz por ti! ah muda com coragem! vais arranjar qualquer coisa num instante, não tenho dúvidas! tu dá notícias! aparece para almoçar! 
Saio tranquila porque sei que as coisas ficam em boas mãos. Porque sei que eles sabem que me podem ligar olha lá, mas porque diabo é que tu inventaste aquilo assim? Sandra, socorro, não percebo nada da norma dos Lefrancs!!!! E eu, na medida do possível, cá estarei.

O que vou fazer agora? Férias. 3 semanas de férias. Tempo para os pais e a horta, tempo para passear pela Europa de que tenho tantas saudades e que não visito há 6 anos. Tempo para ler, dormir, arejar a cabeça. Depois, é entrar na luta de novo. Descobrir o próximo desafio. Provavelmente algures na Europa. Admitam, eu tenho cara de quem mora da Dinamarca, ou na Holanda, ou noutro lugar parecido, certo? Acredito que sei fazer umas coisas, que gosto de aprender. Sou um ser pensante, com 2 mãos e 2 pernas e uma cabeça. Sei que vai correr bem! E se não correr, também aprendo com isso.

A mudança que se avizinha

Sim, por aqui preparam-se mudanças radicais na vida. É a minha versão da crise dos 40. Daqui a uns dias eu já conto tudo.

Das esplanadas

Obrigada Deus pela invenção da esplanada.

Não sou muito miúda de cafés. Tenho os meus lugares de estimação onde páro para um café. Nada de mais. Mas há coisas sagradas na vida: esplanada de domingo de manhã. Vazia de preferência. Com vista desafogada. Empregados simpáticos que sabem que chego ainda eles preparam o dia. O ver a ponte. De preferência com sol. É um livro. De preferência como o de hoje onde se descobrem pérolas destas:
"Para as gentes ilustradas, frequentar centros comerciais é quase como ir às meninas. Uma coisa que se faz mas que se esconde."
E pronto. Bom dia mundo!

Viver devagar

Acho que ainda não vos falei da grande conquista dos 40... A tranquilidade. Deixei de sofrer por antecipação. Acho que vivo mais devagar, menos preocupada com o tempo. Provavelmente dando-lhe mais valor.
Hoje é domingo. O dia está lindo. Bom para não fazer nada. Ou talvez fazer coisas simples: sentar numa esplanada, a ler um livro, e a deixar o tempo passar.

Parabéns Miss Anticorpos!


A Miss Anticorpos entrou na minha vida em 2005, na primeira grande viagem da minha vida a um mundo desconhecido. Uma desconhecida que se juntava a uma pandilha de mais ou menos conhecidos rumo à Ásia. E ao Tibete, esse saudoso Tibete.
Hoje que ela faz anos, não há muito a dizer, excepto que continuo a olhar para ela e a ver a pessoa que quero ser daqui a uns anos. Exactamente o mesmo que pensava há uns anos atrás. E a gostar exactamente da mesma forma, ou talvez mais, do que gostei nessa viagem.
Happy birthday Gabe!!

Coisas preciosas

Há coisas preciosas na vida. Família, amigos e saúde encabeçam a minha lista. A minha e a da imensa maioria do mundo, acho eu.
Tenho um amigo que vi 2 vezes na vida: quando o conheci e outra vez uns anos mais tarde. Conheci-o numa obra. Por acaso. Uns dias de trabalho. Uns almoços. Depois voltou ao país dele. Um dia veio a Lisboa. Jantámos no bairro. E mais uma montanha de anos passaram entretanto. Curiosamente, nem sei bem porquê, fomos sempre mantendo o contacto. Com tantos anos entre cada visita, isso poderia acabar por deixar de acontecer. Mas não. O que me deixa muito feliz :)
Ele está cá. No Porto. Por isso, amanhã, vou oferecer-lhe um martelo e vou mostrar-lhe o São João. Já lhe disse que não me viesse com cenas de "eu não posso bater com o martelo nas pessoas". Se o fizer, vai devolvido imediatamente para o quarto do hotel e parto a chave. Mas ele prometeu que não! Que vai ser do Porto por uma noite. Acho que trouxe sapatilhas na mala. Espero que seja um bom caminhante porque vai precisar. E eu, 6 anos depois, tenho a desculpa perfeita para ir ao São João!

Para desligar

Os dias têm sido cheios. Demasiado cheios. O que me tem mantido em forma é uma manta. Demora sempre mais do que se pensa. Mas os quadrados juntam-se. As cores também. E cada dia há um pouco mais.

Um presente triste e um passado feliz

Hoje, pelo pior dos motivos, revi muitos colegas. Muitos não via há anos. Demasiados anos. E ali estávamos todos, num momento muito triste que nos lembra da nossa mortalidade. Mas ali estávamos. Juntos. E apesar de não falarmos do passado, era impossível não pensar num determinado tempo. Numa história comum. Estamos mais velhos, mais cabelos brancos. Mas continuamos a ser nós. E o facto de estarmos todos ali, significa que há coisas que nos moldam para sempre. E há coisas que nunca deixamos de ser. E há gente que nunca esquecemos.

Das coisas simples



Dar um salto ao mercado do bairro.
Visitar a Feira no Jardim da Estrela. Conhecer pessoalmente alguém que se segue no blog há muitos anos.
Debular com um amigo e pôr a vida em dia.
Sentar numa esplanada com gente gira e rir!
Não é preciso muito para ser um sábado bom!

A minha maneira de ajudar

Cheguei ao Nepal no dia a seguir ao terramoto. Coisa estranha, como diria o meu irmão, isto de ir de férias para um lugar que acabou de sofrer um terramoto.
Como vos disse várias vezes, Katmandu não caiu como se depreende das notícias que passavam na altura. Mas não deixa de ser verdade que há muita gente a precisar de ajuda, que há aldeias em muito mau estado, que há casas para reconstruir e gente para ajudar.
O Pedro e o Lourenço estavam em Katmandu no dia do terramoto. E ficaram. A ajudar. E eu sei porque a Rosarinho, a minha anfitriã, anda também naquelas lides, envolvida em entregas de comida e visitas a orfanatos. E eu penso muitas vezes que gostava de lá estar a ajudar. Se calhar uma engenheira civil com mau feito até podia dar jeito no Campo Esperança ou nas Casas Saudade. Mas não estou. Mas posso na mesma dar o meu tempo.
Por isso, passei umas horas desta semana a fazer esta carteira. Grande. Colorida. Feliz. Como todos desejamos que toda a gente no Nepal seja. E vou leiloá-la aqui. Por favor deixem um comentário neste post com a vossa oferta. O valor da oferta mais alta será integralmente enviado pelo vencedor para o projecto Obrigado Portugal. Nós também somos Nepal (mandem-me o comprovativo por favor). Os portes de envio ofereço eu. Até ao dia 10 de Junho (inclusive), passem por aqui. Pode ser??
Espero que gostem! E que vos faça feliz! A carteira e o facto de saberem que vão efectivamente ajudar um povo simpático que tem o azar de viver por cima duma zona onde continentes lutam.

P.S. Não vou publicar os comentários com as ofertas mas irei fazendo actuazações indicando quem está à frente.




Gente que vale ouro


Há uns anos atrás comecei a ler o blog da Carla. O humor mordaz fazia-me bem. Uns mails sobre Moçambique mais tarde, percebemos que um dia nos íamos conhecer ao vivo e a cores. E um dia aconteceu um jantar. Com a Carla e com mais gente gira.
Agora, ela anda por ai, a ver o mundo com os filhotes e a fazer-me uma inveja danada. E passou no Vietname. E eu aproveitei-me indecentemente da simpatia dela e pedi-lhe café. Para mim, o melhor café que já bebi foi no Vietname. E agora, cá em casa! Obrigada Carla!

Hum.... mais um presente para mim mesma

Pequenas vitórias!
Perdi, há uns meses atrás, a minha máquina de bolso. Companheira de muitos km, com uma lente fantástica. Foi-se não sei onde.
Comprei outra em segunda mão. Mas, não me perguntem porquê, não gostei dela. E esteve aí esquecida, fechada numa caixa. Finalmente pu-la à venda. Mas como ainda não sei se isso vai acontecer, achei que estava na hora de lhe dar uso. Precisava de um protector. Que não me apetecia ir comprar. Mas nada que um pedaço de ganga de umas calças rotas e um nadica de paciência (eu não sou de coser coisas pequeninas) não resolvam. E agora, se não a vender, acho que não me importo.

O "meu" Nepal #8

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Até a remoção de escombros pode dar uma foto bonita.

O "meu" Nepal #7

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Sobreviveu. Intacta. Contra tudo o que eu pensaria ao olhar para a parte superior.

O "meu" Nepal #6

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Toda a sorte do mundo. Casaram um ou dois dias depois do terramoto. Que resistam a muitos mais