Esta semana gosto do meu país!

Um sucateiro vai de cana porque andava a comprar malta. A malta que ele andava a comprar, vai de cana porque há amigos e amigos e favores que não se fazem. O único gajo com espinha foi um segurança que andou a contar camiões de sucata e achou que ou o teletransporte já existia ou alguma coisa estava muito mal.
Uma ex-ministra andou a contratar o irmão do amigo a preços asiáticos! Aliás, se alguém tem um amigo no Governo, por favor avisem-me. Por aqueles valores indecentes eu também compilo a legislação sobre educação e meto-a num excel. Tenho provas dadas. Já fiz isso antes com legislação de várias áreas num país estrangeiro. Se calhar até tenho mais experiência que o amigo da ex-ministra que nem percebi bem se chegou a entregar o trabalho.
Estou orgulhosa de quem investigou! Pelos vistos forneceu prova qb para que aquelas coisas que a malta comenta e que se diz que acontecem mas que até agora poucos ou nenhuns se atravessavam a dizer que era verdade.

Esta também deve ser culpa dos entas que se aproximam

Eu. A eterna fã das calças de ganga e das camisas brancas. De vez em quando dou por mim a ver umas coisas estranhas. No início dos trinta foi a epifania dos sapatos e das carteiras. Vá lá, não me desgracei. E consegui até encontrar umas coisas que ainda hoje duram e estão para durar. Melhor, coisas que continuo a usar.
Acho que a epifania dos 40 são os vestidos. Descoberta recente no sentido que não têm de ser só para as ocasiões. Descobri que há coisas muito fáceis de usar. Muito práticas. Que dão menos trabalho de manhã porque não é preciso olhar a ver se aquilo bate tudo certo. E descobri que, excepto dias de obra, são uma coisa muito confortável para trabalhar. Resumindo, têm vindo a ganhar preponderância no guarda-fatos.
E hoje, até me levaram a mudar velhos hábitos. Dia de voar sempre foi dia de calças e camisa. (Porque é que isto nem soa descabido.) Mas hoje, voei de vestido SkunkFunk e botas Swedish Hasbeens. Ou seja, bem vestida. E o melhor é que me senti diferente. Enfrentei o aeroporto e o avião não com aquele ar do costume bolas, lá vamos nós para mais uma monumental seca. Odeio voar. Só gosta quem não o faz profissionalmente. Não, hoje foi mais "siga para bingo e cabeça alta. Gaja gira a passar. Abram alas!". Sabem que mais? É uma atitude muito melhor!
A este ritmo um dia até vou acabar a ser um ser fashion. Lá para os 60. Que estes passos, eu dou um de cada vez!

A preguiça paga-se

Foi um Verão preguiçoso no que toca a coisas feitas. Um nadica de crochet aqui, umas voltas numa camisola ali. Mas nada que verdadeiramente se veja. É que o Verão, por estes lados, não é necessariamente mais fácil. Entre gente de férias e crises e coisas e cenas e o calor que, apesar de ter sido pouco, a mim cansa-me, foram meses sem nada para mostrar.
Hoje, acordei das minhas doze horas de sono com uma enorme chuvada. O ar cheira a limpo. Lá em baixo, a minha mãe prepara-me um arroz de frango. Os meus tipos conversam. Ainda vai haver tempo com um road trip com o mano hoje e umas horas de comboio. Cheira-me a Outono. A início de um novo ano. Porque para mim, em Portugal, o ano começa no Outono.
Recomecemos portanto!

Eu e Serviço Nacional de Saúde

Raramente o uso. Mas sou acérrima defensora e sei que, quando é preciso que funcione a sério, para problemas sérios, funciona mesmo.
Mas hoje só preciso de uma injecção. Os centros de saúde fecharam às duas da tarde. E o hospital diz que não dá a injecção porque não é uma urgência. Belíssimo. Solução: um hospital privado. Onde vou pagar uma fortuna por uma seringa e dois minutos de trabalho e um enfermeiro. Porque os outros estão demasiado ocupados. Sabe-se lá com quê....

Da preguiça

Lá por estar doente não significa que não consiga fazer mesmo nada


Quinta à noite sabia que vinha uma amigdalite a caminho. Sexta à tarde a médica achou que aquilo estava com tão mau aspecto que era desta que eu me ia estrear nas injecções de penicilina. Confesso que esperava uma recuperação fulminante. Mas não. Dormi mal. Com febre. Acordei com o corpo todo a pedir cama. Ando basicamente a divagar entre um sofá e outro. Devo ter meio neurónio a funcionar. O outro deve estar a curtir sozinho a penicilina.
Por isso, os dias de preguiça e sofá normalmente significam crochet. Há uns individuais começados. Há mais um protector de Ipad nas agulhas. Pode ser que amanhã seja dia de não fazer nada por ser dia de passear.

Eu e a arte #9

P8034719 P8034720 P8034721 P8034722 P8034723
Eu e a arte contemporânea temos muitas vezes uns probleminhas de entendimento. Mas desta vez não!

Livros que nos assustam

P8094752

Tenho uma imensa quantidade de livros que ainda não li. Uns porque não. Outros porque um dia peguei neles e as primeiras páginas assustaram-me. Ou porque não estava no espírito certo. Ou porque simplesmente não me agarraram.
Gunter Grass é um desses autores que me assustaram. Quando ele ganhou o Prémio Nobel, perguntei a um amigo alemão, nas costas de um postal, "Who is Gunter Grass?". A resposta chegou uns dias depois, nas costas de outro postal "The angry old man of german literature". Peguei no pregado. Não consegui. Ficou na prateleira.
Mas ultimamente, decidi que há coisas que se calhar agora são possíveis. E no sábado de manhã, meti o livro na cesta, fui passear, e sentei-me com um café e um croissant. Abri-o e comecei. Ainda não me conquistou. Mas já não me assusta.

Remendar


P8104753
P8104754
As calças de ganga têm a mania de se romper. Normalmente entre-pernas. O que tem remédio temporário com um pedaço de ganga de meia hora na máquina de costura. 
Estes decidiram romper no joelho. E portanto estiveram encostadas meses e meses porque não sou miúda de calças rasgadas. Mas caramba, não é assim tão grande. E bolas, merecem um esforço. Por isso, inspirada neste post da Vera Espinha, meti as mãos ao caminho. Eu e linha de bordar. Ficou perfeito? Não. Mas mais vale assumir que não sei passajar e dar-lhe o ar caótico que tanto me agrada. Acho que vão durar mais uns meses... 

Eu (os engenheiros) e a arte #8

P8034731 P8034728 P8034725
Acho que a engenharia pura  dura deveria ser considerada arte mais vezes. O ferro, uma ponte, uma barragem, um motor bem desenhado, são coisas lindas. As regras e as leis que os regem, acredito eu, impedem o caos e criam algo que tem uma beleza muito própria. 
Se não acreditam em mim, um dia destes vão visitar o museu da electricidade. 

Eu e a arte #7

P8034734
No Museu de Arte Popular está uma pequena exposição da Madalena Éme. Vale a pena visitar!

Mais uma peça no lugar

Até que enfim!
Anos atrás, estive inscrita durante uns tempos no CPS. Durante esse tempo adquiri algumas serigrafias de que gosto muito e uma das minhas fotografias favoritas de sempre. E também me apaixonei por este Fabesko mal o vi. Um cartoon que não é bem o que parece.
Esteve guardado anos. Por sim. Porque há coisas que não pertencem naquela parede. Mas já há umas semanas que a parede do quarto de costura gritava " Quero o Fabesko". A parede tinha razão. Valeu a pena a espera!

Avanços

Quando se muda de casa, a energia é imensa. Caixas, mobílias, saca os tapetes... Depois a casa nova transforma-se em casa. E deixamos de ver que ainda falta um candeeiro. Que ainda não se decidiu se queremos cortinas ou não. E aquela solução de arrumação fantástica que vai dar tanto jeito continua inacabada.
A vantagem de ter amigos é que nos acordam para isto. Hà uns dias atrás um disse "quando cá vier jantar de novo chego a horas decentes e coloco o candeeiro". Sou menina para aceitar. A arca vai ser forrada rapidamente. Ai vai vai. E as cortinas... Vou sacar das minhas cortinas ex-lençois de linho bordados e vou testar. Vou tomar uma decisão informada e não fico mais um ano sem saber.
Gosto destes acordares energéticos que me dão de vez em quando!

Surpresas

O dia foi de mudanças. Ajudar quem tantas vezes me ajudou a mim e ser parte de um dia importante. Sapatilhas e calças velhas.
No final decidimos que precisávamos de um banho, um vestido, um nadica de maquilhagem e um bom jantar. No lugar do costume. Queríamos um jantar lento e calmo. Afinal, caímos no meio de um evento e um jantar para 20 para o qual estávamos convidadas sem saber. Ainda bem que estávamos de saltos. Conversa para aqui, conversa para ali. E saímos de lá a com pessoas novas no telefone, que queremos conhecer melhor. A noite foi diferente. Se calhar para melhor. Porque a vida, se olharmos da maneira certa, passa a vida a dar-nos surpresas boas!

Dias de férias... em casa

Sim, na segunda semana de férias fiquei em casa. Pode parecer estranho. Mas o trabalho obriga-me a andar sempre de um lado para o outro. Vai. Vem. Volta. E por isso, uns dias de acordar tarde, passear pelos bairros da cidade que ainda não conheço, descobrir jardins e lojas engraçadas e jardins nas varandas, sabe bem. Depois, as tardes são na máquina de costura. Com calma. Sem pressas.
Antes, férias era sinónimo de uma viagem a algures na Europa. Sinto saudades disso, claro. Do olho arregalado com novidades. Sim, sinto saudades dessa excitação. Mas estou numa fase diferente e preciso de coisas diferentes.
Voltando às coisas boas de ficar por casa. Às vezes o azar transforma-se em sorte. E a encomenda que fiz à Patrícia foi devolvida pelos correios. Por isso, tive mesmo de ir à loja doSemente e finalmente conheci a Patrícia, cujo trabalho sigo à anos. Muita sorte para o projecto, Patrícia!

Novidades na loja



A loja anda devagar. Um bocado abandonada. A verdade é que há coisas que se vão fazendo para oferecer, coisas para mim e só aqui e ali trabalho para a loja. É ao meu ritmo. Não quereria que fosse de outra forma. 

Dias de férias

P7114687
P7114682 P7114681
2 semanas de férias. A primeira já passou. Fui para a Casa Maura, o meu refúgio de estimação no Algarve. Não foram as férias de relas total que eu queria porque há coisas no trabalho que me preocupam. Mas apanhei sol na minha praia favorita. Ou melhor, tomei banho e estendi-me à sombra na minha praia favorita. Não sou o ser de praia normal.... não gosto de me deitar horas a fio ao sol. Pego num livro, leio umas páginas, viro-me, saco das linhas ou das lãs. Vou ao mar. Volto. Vou para casa, vejo um filme. Trocoto mais um bocado. Durmo horas sem fim. 
A parte 2 vai ser por Lisboa. Tempo para passear na cidade, costurar, curtir a casa e a frescura das paredes grossas. Oh, mano, descobri que o prédio foi construído em 1908. É mesmo uma casa velhinha!

Férias ou nem por isso

Estou de férias. Mas hoje, estou pouco de férias. Caiu na minha mesa uma bomba esta semana que não consegui desarmadilhar. Vai sobrar para outro. Mas há muita pedra para partir, muita coisa para perceber e organizar antes que o trabalho fique claro.
Por isso, hoje, aproveitando que o dia está com um ar triste, enevoado, miserável, fiquei por casa. Eu e o meu computador. A pensar. A olhar para alguma coisa que não entendo, não conheço e a tentar fazer sentido daquilo. A tentar. Estou há 3 horas nisto e só agora começo a vislumbrar a luz. Muito, muito ao fundo. Dia de férias perdido. Pois. Mas ao final do dia eu vou saber muito mais sobre fazer estradas em Moçambique :)

Ao sabor da corrente

Uma roseta de cada vez

Comecei por comprar umas meadas. Porque sim. Porque gostei.
Depois pensei em transformá-las num colete. Mas achei que ia ficar demasiado colorido para o modelo que estava a pensar.
Depois vi este casaco e fiquei apaixonada.
Mas depois, e volta a trocar, achei que as rosetas davam a manta mai linda das redondezas.
E depois uma amiga disse que a queria! E cá estou eu, ao sabor da vontade, a fazer uma coisa que me dá muito gosto. Mortinha por ver o resultado final....

Destes dias em Luanda

Foi uma viagem sem grande história. Trabalho, almoços de família, jantares com amigos mas poucos. Soube bem. Correu bem. O trabalho correu bem.
Vim cansada dos dias de trabalho que começam às 7. Mas vim de consciência tranquila de missão cumprida.
O fim‑de‑semana vai ser uma correria. A segunda-feira é já ali. Mas tudo bem!

Outras Angolas

Sabemos que a fruta que se compra na rua é produzida cá. Vemos as bananeiras e as mangueiras e os mamoeiros quando vamos estrada fora. Mas sempre achei que devia haver mais.
Hoje tive a sorte de conhecer um dos exemplos desse mais. Um lugar onde se cultiva e produz fruta de forma profissional. Os talhões planeiam-se. As pragas são analisadas e combatidas. Compram-se sementes novas. Estende-se o perímetro de rega.
Vim feliz. Gostava que mais gente pudesse ver estes bons exemplos. E que eles fossem mais, muitos mais.

P.S. Estou com preguiça de tirar as fotos da máquina. Um dia destes trato disso.